Este é o segundo texto de 'Un lugar para quedarse'. Logo após a versão em
português.
“De los diversos instrumentos inventados por el hombre, el más asombroso
es el libro; todos los demás son extensiones de su cuerpo… Sólo el libro es una
extensión de la imaginación y la memoria”. Jorge Luis Borges.
Con el avanzo de la tecnologia es indispensable la
discución acerca de lo que es antiguo, como el disco compacto y los objetos que
sufrieran y sufren cambios, como el ordenador, los aparatos móbiles, la
televisión y otros más.
Con todo, la duda es: ¿Los libros impresos se tronarán
objetos antiguos o sufreran cambio?
Para mí, los libros impresos siempre tubieran un alto
costo para los que son de clase baja y ahora con los libros digitales, que
tienen bajo costo o incluso son gratis, la busqueda por libros se tornó más
grande.
Según el profesor da la Universidad de Milan, Mario
Pireddu, los libros digitales son más interactivos, con costos más accesíbeles
que los impresos y la digitalización del libro hace con que sea más facil la
produción y modificación el conteúdo. Para él, los libros impresos en el futuro
sean algo raro y precioso.
En cambio, el Profesor Doctor de la Universidad de
Passo Fundo, Adriano Canabarro, cree que el libro en papel no acabará, pero hay
que sufrir cambios en el contenidos y espacios de interacción. Como ejemplo, él
dije que se tengan más sítios en la internet con más contenidos acerca del
libro y el lector pueda tener contacto con otros lectores.
Por tanto, se el libro impreso se va a cambiar con la
tecnologia o será algo puesto en la memoria, no sé, creo que lo que es
importante es leer. Seguro que el lector se adaptará a los cambios, desde que
se pueda leer.
Em português:
A Temporalidade do livro impresso
Com o avanço da tecnologia é indispensável a discussão
sobre o que é antigo, como o disco de vinil ou até mesmo sobre objetos que
mudaram, como celulares, computadores, televisões, etc.
Contudo, a questão é: Os livros impressos se tornarão
objetos antigos ou sofrerão mudanças?
Para mim, os livros impressos sempre tiveram um alto
custo para as pessoas de classe baixa e agora com os livros digitais, que tem
um baixo custo ou até mesmo são grátis, a busca por livros aumentou.
Segundo o professor da Universidade de Milão, Mario
Pireddu, os livros digitais são mais interativos, com preços mais acessíveis
que os impressos e a digitalização faz com que seja mais fácil a produção e
modificação de conteúdos. Para ele, os livros impressos no futuro serão algo raro
e precioso.
Por outro lado, o Professor Doutor da Universidade de
Passo Fundo, Adriano Canabarro, acredita que o livro de papel não acabará, mas
deverá sofrer mudanças de conteúdos e espaços de interação. Como exemplo, ele
disse que deve ter mais sites com conteúdos sobre o livro e que os leitores
possam se interagir.
Por tanto, se o livro impresso vai mudar com a
tecnologia ou será posto na memória, não sei, creio que o mais importante é
ler. Afirmo que o leitor saberá lidar com as mudanças, desde que ele possa ler.
Era
uma daquelas aulas entediantes, principalmente para quem estava num curso apenas
para não desagradar ao pai.
Dener
não conseguia se fixar na fala do professor, em sua mente buscava distrações
secretas, tentando fazê-las imperceptíveis a todos naquela sala. Pensou em
músicas para sua banda pop imaginária, já fazia o roteiro para um clipe, cuja
banda animava um lugar também sem muitos atrativos.
Submergiu
dos devaneios e olhou para janela no outro canto da sala, se via perdido. O sol
nascerá para lhe brindar o dia, mas Dener se fechou primeiro em uma sala e
depois em seus próprios ensaios.
Mergulhou
mais uma vez, não de propósito. Quando percebeu já estava em transe novamente. Encontrava-se
com pessoas que ali não estavam, tinha falas heroicas e um silêncio acolhedor.
O colega
de trás lhe tocou o ombro para lhe passar a lista de presença, mas que presença?
Dener não estava em seus sonhos, mas também não estava naquele lugar. Onde
estaria então? Se perguntou, com ‘água’ quase no pescoço... Sonhando a vida, ou
vivendo o sonho de outros?
Estava
perdido uma vez mais, dizia para si, mas agora não sabia se deveria emergir ou
buscar terra firme. Olhou de novo para todos na sala, do professor ao aluno
mais dedicado, embora não compreendesse nada daquela aula aborrecida, sabia que
seu tédio era culpa de sua escolha e não daqueles ali. Entusiasmou-se quando um
comentário surgiu sobre a aula, viu alunos e professor falando animadamente
sobre o que ele pouco entendia ou se importava, os invejou.
Ao
término da aula, tinha finalmente sede de saber algo daquele professor,
conversaram por quase duas horas sobre a escolha que este tinha feito para sua
carreira e vida. Dener via olhos brilhando e repetidas nos lábios daquele
professor as falas heroicas de sua imaginação. Pensou no que aquilo
significava. Não teria também aquele homem pressa de ir embora? Não estava
cansado? Ele via alguém falando da felicidade nas próprias escolhas, pôde enfim
se identificar com ele e o apreciar. Despediram-se, Dener respondia pouco a
pouco, graças àquele dia primeiramente tedioso, as dúvidas que o mesmo lhe
trouxera, tudo que em sintonia tornara este dia pulsante.
Na rua
enquanto saia do curso tudo lhe parecia mais concretos quando completava o que
antes era sem sentido ou entediante com as melhores partes de sua imaginação. Dener
notou que havia construído uma ponte entre sonho e realidade. Sentia-se
inspirado, mais do que isso, se sentia impelido a alguma coisa maior que ele
mesmo. Parecia um daqueles dias em que o espírito humano seria capaz de fazer
uma curva em todo vento contrário. Dener estava ainda no mar de seus sonhos,
mas cada vez mais à beira mar, cada vez mais trazendo algo do fundo.
Viu
que precisava viver os próprios sonhos, mesmo que esses continuassem a soar
como devaneios aos outros. Conhecia-se o suficiente para saber que não poderia
lutar contra o mar de seus ensaios. Tinha vinte e dois anos e por um segundo pensou
que já não era nenhum adolescente. Foi quando mais do que nunca acreditou em
seu jeito excêntrico e fechou a única janela que lhe incomodava, a do
pessimismo, pois decidiu fazer daquela onda pretensamente negativa em seu mar, numa
marca para suas convicções. Viveria a partir daquele momento a Faixa vinte e
dois. Imaginou uma faixa amarela com o numero vinte e dois em vermelho, isto
lhe era emblemático, um símbolo de uma grande novidade.
A
Faixa vinte e dois como símbolo reuniu uma perfeita metáfora para Dener, uma
passagem, lembraria-se dela pela vida, seria a personificação da mudança necessária
que, porém jamais muda o suficiente para negar a essência.
Aquele
dia chato e antes inominável se tornou um emblema com cores nome e número. Dener
reuniu cada tópico de seus sonhos, definiu prioridades, reforçou a autoestima e
enfrentou a falta de crédito alheia com a construção de suas convicções. Sim,
fez de seus ensaios a força motriz de seus passos concretos. Tornou seu
principal ponto num ponto positivo. Tinha enfim um grande projeto e uma
inabalável vontade de estar atento aos sonhos, desta vez sem segredos. Aprendeu
a viver assim e a isto deu o nome de Faixa vinte e dois.
Uma visão crítica de como algumas pessoas descrevem à Deus.
Quem é o homem que pensa reconhecer Deus naquilo que lhe agrada, por suas paixões e sentimentos, enquanto Cristo foi incompreendido em cada ato e palavra, pois os homens de seu tempo pensavam saber identificar o Rei.
Eles davam glórias à vaidade do próprio entendimento. Beleza era o que fazia brilhar seus olhos e não o que preenchia de sentido seus corações. Talvez seja hora de reconhecer a Deus quando vemos confrontada qualquer ideia que alimentamos há tempos.
Não esperar sentir alegria desmedida em Sua presença enquanto nossos irmãos choram por nossa ausência (ausência de nossas mãos, de pão e de compaixão). Antes que sua presença nos constranja a levar a outros a verdade que dizemos ser nossa libertação, o sacrifício que nos trouxe salvação.
O ser humano e sua busca pelo que é esteticamente agradável ou que cause grande impacto. Por vezes se refere a Jesus como um majestoso Leão que peleja batalhas contra tudo que lhe pareça contrário, sem perceber que o próprio Cristo não acalentou a aparência, mas comparou a si mesmo com uma galinha, uma que protege seus pintinhos sob suas asas, creio que é por isso que há tantos decepcionados, esperando por algo aparentemente grande como na época de Cristo, quando apareceu o filho do carpinteiro não foram capazes de crer.
Primeiro dia de aula de um professor que acabou de se formar. É desesperador. O que vou falar? Será que eles vão me entender? Será que vou conseguir dar toda matéria em 1h e 40min? Como resolver esses questionamentos?
O primeiro dia é um frio na barriga, pois a maior intenção é dar o melhor de tudo que aprendeu nos oitos períodos que passou na faculdade. Valeu a pena? E se eles não gostarem de mim e da minha aula? Vão infernizar a minha vida, eu já fui aluno e sei bem disto. Vale a pena?
Chega a tão esperada hora e o professor entra em sala e com um sorriso diz: “Olá alunos, sou o professor de vocês!” Ao olhar aqueles olhos, olhando atenciosamente para ele, viu que estão tão esperançosos em aprender quanto a ele em ensinar. Por fim disse: Valeu a pena!
A arte do ensino é acompanhada de paciência, amor, dedicação, atenção, empatia, conteúdo e uma fé inabalável na capacidade de cada aluno. E este artista chamado Professor se dedica de tal forma a ponto de superar péssimas condições de trabalho, alunos desinteressados e a falta de valor de um País ingrato como o nosso que a eles deve tudo.
Um dos quesitos listados por Bertrand Brecht no poema Prazeres foi o de ‘compreender’ e esta é uma satisfação que cada mestre tem quando ensina, se doando em palavras, métodos e tempo. A compreensão. Não apenas quando o aluno responde corretamente, porém ainda quando amplia sua resposta para além de compêndios, formando assim algo novo, deduzindo novos passos e criando conhecimento. Fazendo o maior elo entre mestre e discípulo.
Aos mestres que entendem a si mesmos como um canal de conhecimento, vendo em seus alunos o mesmo, conduzindo a sabedoria para fora da sala de aula, para toda a sociedade.
Um brinde aos mestres, aqueles que têm noção ou não do alcance de seu ofício. Como certa vez quando uma menina identificou no mar o surgimento de um Tsunami, e avisando aos seus pais foi capaz de salvar dezenas de vidas que se encontravam ali e ao ser questionada como sabia sobre este fenômeno respondeu:
- Aprendi na escola a prevê-lo, com meu professor de geografia.
Relato de um aluno.
Nossa homenagem a todos os Professores neste 15 de outubro. Obrigado por todos os cidadãos que vocês ajudam a formar todos os anos…
Escrito por: aluna e Professora Ediza e aluno e Psicólogo Leo.
O Jovem Davi tomava conta das ovelhas de seu pai, diziam que ele protegia o rebanho com a vida. Certa vez de um urso ele as livrou, outra vez de um leão. Davi não tinha a intenção de se promover baseado nestes fatos, não se apresentava com frases do tipo: muito prazer, sou Davi matador de ursos e leões. Era notável sua discrição.
A vida seguiu e numa determinada situação cuja guerra assolava seu povo, Davi foi até ao campo de batalha por ordem de seu pai a fim de levar comida aos seus irmãos mais velhos. Lá chegando ouviu um guerreiro inimigo desafiando o Deus de seu povo, o que lhe revoltou. Imediatamente se apresentou ao rei, que também se encontrava ali, dizendo que desejava em nome de seu povo e seu Deus lutar contra o tal guerreiro. O rei olhou para Davi e não pôde levar a serio sua iniciativa, pela compleição franzina do jovem, neste momento Davi finalmente falou de suas ‘credenciais’, contou ao rei suas experiências ao cuidar de simples ovelhas, usando para isso tamanho zelo que fora capaz de derrotar um urso e um leão. Por fim o rei confiou a Davi está missão, que com igual zelo o rapaz se dedicou, sagrando-se vencedor.
A partir daí todos passaram a conhecer o menino aparentemente fraco que foi capaz de derrotar um guerreiro falastrão, um urso e um leão. Muitas outras histórias de feitos assombrosos continuaram a serem escritas por Davi, ao ponto dele se tornar rei no lugar daquele que conhecemos aqui, entretanto Estava Consumado o Davi guerreiro, não porque ele se gabava por ai, mas porque no momento certo soube contar suas experiências para que as credenciassem a mais do que um mero cuidador de ovelhas, mas um guerreiro que defende a fé de todo um povo. Esta história sobre Davi pode ser lida na integra no livro de Primeira Samuel capítulo 17.
Na nação de Davi era muito importante a linhagem, como dissemos Davi se tornou rei e de sua linhagem foi profetizado que nasceria ‘o ungido’, aquele que seria responsável pelo maior feito de todos, pagar pelos erros de cada ser humano e religar o homem a Deus. O que de fato aconteceu muitos anos depois, seu nome é Jesus. É claro que os evangelhos já contam bem a vida e obra de Jesus Cristo. Mas alguns fatos o ligam ao objetivo da primeira história relatada.
‘O ungido’, tradução do grego Cristo, porém originado do hebraico Messias, como todos sabem foi realizador de proezas, multiplicando pães e peixes, restituindo a visão e a saúde de muitos, tratando as vítimas de preconceito e marginalizados pela sociedade, como seres únicos e de valor. Não raro Jesus pedia às pessoas que eram alcançadas por seus gestos que não contassem a ninguém o que Ele lhes tinha feito.
Um último exemplo que ilustra bem isto se deu quando Jesus subiu juntamente com seus discípulos mais chegados Pedro, Tiago e João, ao monte e lá aconteceu a famosa passagem da transfiguração, a face de Jesus brilhou como o sol e suas vestes se tornaram alvas como a neve, aparecendo-lhes Moisés e Elias, personagens do antigo testamento, por fim “uma nuvem resplandecente os envolveu, e dela saiu uma voz, que dizia: ‘Este é o meu Filho amado de quem me agrado. Ouçam-no!’”. Após está experiência marcante que pode ser lida na integra em Mateus capitulo 17, Jesus disse aos discípulos enquanto desciam do monte: ‘Não contem a ninguém o que vocês viram, até que o Filho do homem tenha sido ressuscitado dos mortos’.
Aparentemente Jesus não tinha interesse em ser conhecido por milagres ou por qualquer outra coisa que aos olhos imaturos dos homens soasse prodigioso ou espantoso. Antes Ele tinha uma cede por completar sua obra, pois sabia que no fim faria aquilo que ninguém mais poderia fazer e que esse seria seu grande favor pela humanidade; não pão, não saúde corporal que definha e dá lugar à morte, não face brilhante como o sol cuja lembrança não impediu Pedro de negar a Cristo por três vezes. Ele consumou algo na cruz, algo maior do que toda fama que milagres lhe trouxeram, mesmo porque tais feitos miraculosos Jesus afirmou que cada um de nós seria capaz de fazer ou ainda maiores do que Ele fez, se abstendo uma vez por todas da vaidade humana, não queria ser conhecido por isto.
No fim de seu sofrimento na cruz, após ele tirar a culpa da humanidade, desculpando-nos ao dizer: Pai perdoa-os pois eles não sabem o que fazem. Ele suspira e diz: Está Consumado. Entrega seu espírito a Deus. Sua obra estava completa. Ficaria conhecido não como mais um milagreiro, dos quais há muitos por ai até os dias atuais, antes seria conhecido como aquele que dividiu a história e nos reconciliou com Deus e a plena eternidade.
Desde então sua história é contada, seu valor inestimável se deu pela consumação de sua obra. Não quis louros terrenos e passageiros, tudo que fez, fez de bom grado, por seu amor e misericórdia, não almejava recompensa, tinha mais a oferecer e o fez, sua vida entregou em nosso lugar.
Davi e Jesus, tinham feitos maravilhosos antes de consumarem suas obras, mas só os revelaram para um bem ainda maior, que não beneficiaria a cada um particularmente mas a muitos outros. Fizeram, não por vaidade, não por si mesmos, mas por algo infinitamente maior.
Kim era uma menina simples de um vilarejo igualmente simples de seu país. A guerra havia começado antes mesmo dela nascer e ainda era uma realidade sangrenta que cada vez mais avermelhava os campos que ela conhecera verde.
Quando o combate estava para se aproximar, as pessoas do vilarejo decidiram se esconder num Templo local, na esperança que aquilo que eles consideravam sagrado permanecesse imaculado pelos portadores de más notícias ao som de estopins. Não foi assim, as bombas começaram a explodir, apenas diziam: corram, corram, as crianças na frente, os adultos atrás com os bebês. Era tarde de mais para Kim, ela foi atingida, seu braço queimava, o outro ao tentar apagá-lo também. Ela pensava no quanto ‘anormal’ ficaria, em como as pessoas passariam a lhe olhar, mas esses pensamentos se tornaram pequenos raios entre os clarões, não havia tempo para eles, suas roupas haviam se queimado, ela estava nua, correndo, chorando, amedrontada, ao seu redor seus irmãos e primos, cada um lutando por sua vida.
Felizmente Kim sobreviveu, embora ela não considerasse assim, preferia ter morrido, as dores eram profundas em seu corpo e sua alma, se seguiram meses de tratamento, enxertos em sua pele apenas reflexos das feridas em suas lembranças. Mandaram-na de volta para casa, tinham feito o melhor para época, mas em casa a menina não chegou inteira, tinha pedaços partidos de sonhos, uma criança obrigada a crescer escondendo cicatrizes e lágrimas, odiando os que lhe fizeram mal, desejando mal a quem vivia com as mangas arregaçadas que ela não se permitia usar.
Os anos passaram e as dores cresciam, pois crescia o ressentimento. Kim não tinha esperança em sua vida, não achava que podia um dia namorar, se tornou um ícone de tristeza na história que todos conheciam, mas ela percebeu que não, pois a única pessoa que podia dizer quem ela era, era ela mesma. Passou a não querer ser apenas a menina assustada de suas lembranças. Encontrou numa outra história de sofrimento e humilhação, uma vítima que foi capaz de perdoar seus algozes, fazendo ainda mais ao entregar-se no lugar de cada um deles pelos seus crimes cometidos.
Passou a desejar o bem a quem lhe fez mal, encontrando nessa atitude tão controversa versos para sua liberdade, pôde enfim perdoar e arregaçar as mangas. Encontrou um namorado que dizia amá-la ainda mais por suas cicatrizes, casaram-se, filhos tiveram. Olhou mais uma vez para sua história de tristezas encontrando nela um sentido.
Hoje ela viaja pelo mundo contanto suas experiências e se sente feliz, não alimenta um descontentamento por mais de dez minutos, coisa que ela diz com satisfação.
Você já deve ter ouvido falar dessa menina de nome Kim Phúc, Vietnamita. Ela é essa menina correndo nua e chorando, fugindo de um bombardeio de napalm. Kim teve 55% de seu corpo queimado e se tornou mundialmente famosa por essa imagem. O fotógrafo foi Nick Ut, que venceu o Prêmio Pulitzer.
Há muitos outros detalhes sobre Kim, por isso convido a cada um que leu essa publicação a conhecer essa Vietnamita que encontrou em Cristo um exemplo para superar as próprias dores.
Minha reflexão final sobre Kim é que todos deveriam conhecer sua história. Ao menos em respeito a ela, que está gravada para sempre na memória da humanidade através desta imagem, nua e desesperada. Como se não tivesse nada além.
Deus é bom, paz sempre.
Este texto foi baseado no relato da própria Kim Phúc sobre o que lhe aconteceu, numa entrevista em 2012 no Diário Catarinense, na ocasião ela participaria do 8º Congresso Brasileiro de Queimaduras - 1º Simpósio Internacional Wound Care.
Boa tarde meus caros leitores, hoje
estarei publicando um texto que fiz juntamente com minha amiga Alice, na
faculdade de letras na UERJ para uma apresentação na aula de espanhol II, texto
este realizado em 2012.1. Este texto terá duas versões, uma em espanhol e outra
em português. Espero que gostem e principalmente se divirtam com a leitura. De antemão
vos adianto que a tradução não é uma cópia fiel do texto original.
Versión en español:
Un bello casal, Pedro y Marlene, que tenían el sueño de casarse se
encontraran en desespero, pues ellos no tenían dinero para las bodas y tampoco
para mantener una familia. Pedro tenía un sueño de ser un gran empresario y
Marlene de ser una profesora de portugués.
Con el pasar del tiempo Pedro resolvió estudiar en una universidad e
investir en su sueño. Marlene también fue estudiar para ser profesora. Con la
rutina de los estudios se olvidaran del sueño de las bodas.
Ellos tenían un gran amigo, Pablo, que estaba siempre los ayudando y
también estudiaba con Pedro en la U. Todos eran amigos desde de niños. Pablo,
incentivaba al Pedro para no dejar su sueño de ser empresario, pero Pedro se
preocupaba de como seria su vida si un día tuviese que dejar Marlene para
seguir su sueño.
Los años se pasaran Pedro, Marlene y Pablo se formaran en la universidad,
y comenzaran a buscar empleo, pero la situación era difícil entonces Pedro tuve
la idea de enviar su currículo para fuera del país. Y en una mañana él recibió
un correo llamando para trabajar en una empresa en Paris, se quedó muy contente
y triste por deja Marlene por un tiempo, pues necesitaba tener estabilidad en
su nuevo empleo para después llevar Marlene.
Pedro fue encontrarse con Marlene y contarle toda la historia. Se
encontraran en una casa de los tíos de Marlene que se quedaba en el margen del
río, lugar que el casal les gustaba mucho.
Cuando Marlene recibió la noticia se desesperó y comenzó a llorar. Pedro
con su forma de ser calma, le dijo que había recibido la mejor oportunidad del
mundo, que era para ella ponerse muy feliz porque con ese trabajo podrían
casarse y tener los hijos que tanto planearon. Él viajaría y
después que tuviera buenas condiciones financieras volvería para
buscarla. Marlene le dijo a Pedro que lo importante era su felicidad y que ella
estaba llorando de emoción. Los dos novios se abrazaron y sonrieron sentados en
el balcón en frente al rio. Las palabras desaparecieron y solo existieron los
cambios de miradas, cariños, aprietos de manos y algunos besos en la frente
como si fueran solamente amigos. Después de un largo silencio, un toque de
celular despierta la pareja de novios. Ellos se asustan, sonríen y
Pedro muy deprisa apaga el celular y dice que ese momento es de
ellos y de nadie más. Marlene baja la cabeza y susurra diciendo que un celular
no es nada comparado a una frontera que los irá a separar.
Pedro le dice que conoce su dolor y que también está sufriendo, pero las
actuales condiciones no le permiten ni para pagar su pasaje, mucho menos para
mantenerla. Él se levanta y comienza a convencerla de los motivos de su opción.
Pedro dice que Marlene lo conoce desde niño, y que siempre fueron amigos y que
ella conoce todos sus sueños.
Él levanta la voz y dice que estar desempleado es como herirle la honra
a un hombre y que no tiene dinero para ofrecerle una buena vida a ella. Marlene
lo interrumpe y le dice que lo entiende perfectamente y que va a
esperarlo el tiempo que sea necesario. Los dos se besan enamoradamente. Marlene
vuelve para su casa con el mismo barquero, sin embargo, ahora paga su servicio
con un poco de dinero que Pedro le dio.
Pedro y Marlene se encuentran todos los días hasta la fiesta de
despedida de él, todos sus parientes y amigos, incluso Pablo, estaban presentes
en su fiesta. Pedro pidió a Marlene que lleve todos sus bienes
y quedarse en su casa.
Cuando Marlene llegó a la fiesta se maravilló con la formalidad, pero
pensó que la ocasión pidiese esto. Ella entró en la fiesta, comenzó
a tocar la marcha nupcial y Pedro la esperaba en el altar, lloró como una niña,
corrió hasta su amado.
Después de la ceremonia, Pedro habló a ella todo lo que ocurrió cuando
se fue de su casa en aquél mañana que tenía recibido la noticia de su nuevo
empleo. Habló que su teléfono sonó y era la empresa que entró en contacto para
hablar se recibió el correo y pasó unas cuantas reglas y beneficios. Las reglas
eran: Todo oficial que tiene un alto cargo debe ser casado; la empresa paga el
pasaje aéreo y de su esposa más habitación.
Él se quedó muy contente y planeo toda la sorpresa.
Hoy viven en Paris, tiene dos hijos, un chico y una chica. Pedro es
orientador y tiene 2% de las acciones de la empresa, Marlene es una buena
esposa, madre, ama de casa y también es profesora de portugués para extranjero
y así viven una vida con mucho amor y realizaciones.
Versão em Português: Um belo casal, Pedro e Marlene, que tinham o sonho de se casarem se encontraram em desespero, pois eles não tinham dinheiro para se casarem e nem para manter uma família. Pedro tinha um sonho de ser um grande empresário e Marlene de ser professora de português.
Com o passar do tempo Pedro resolveu fazer faculdade e investir no seu sonho e Marlene fez o mesmo, foi fazer faculdade de letras, com a rotina dos estudos os dois adiaram o sonho de se casarem.
Eles tinham um amigo, Pablo, que estava com eles em todos os momentos e também estudava com Pedro na faculdade. Todos eram amigos desde a infância. Pablo nunca deixou que Pedro desistisse do seu grande sonho, mas Pedro se preocupava com o fato de que se em algum dia tivesse que deixar Marlene para seguir o seu sonho.
Os anos se passaram Pedro, Marlene e Pablo se formaram e começaram a buscar por emprego, mas as coisas estavam muito difíceis então Pedro resolveu enviar o seu currículo para outros países. Em uma manhã ele recebeu uma correspondência o chamando para trabalhar em uma empresa em Paris, ficou muito feliz e triste por deixar Marlene por um tempo, pois precisava se estabilizar no novo emprego para depois levar Marlene.
Pedro foi se encontrar com Marlene na casa dos tios dela, que era à margem de um rio, local este que eles gostavam muito. Foi ele contar toda a história. Ela se desesperou e começou a chorar quando ouviu tudo. Pedro com seu jeito calmo disse para Marlene que ele tinha recebido a melhor oportunidade do mundo, que era para ela estar muito feliz porque com esse trabalho eles poderiam casar e ter os filhos que tanto planejavam. Ele viajaria e depois que tivesse boas condições financeiras voltaria para buscá-la. Marlene disse para Pedro que o importante para ela era a felicidade dele e que ela estava chorando de emoção.
Os dois enamorados se abraçaram e sorriram sentados na varanda de frente para o rio. As palavras desapareceram e só existia troca de olhares, carinhos, apertos de mão e alguns beijos na testa como se fossem somente amigos. Depois de um longo silêncio, um toque de celular desperta o casal de noivos. Eles se assustam, sorriem e Pedro apressadamente desliga o celular e diz que esse momento é deles e de mais ninguém. Marlene abaixa a cabeça e sussurra dizendo que um celular é nada, perto de uma fronteira que irá separá-los.
Pedro diz para ela que sabe sua dor e que também está sofrendo, mas que as atuais condições financeiras dele não dariam nem para pagar a passagem e muito menos de sustenta-la. Ele se levanta e começa a convencê-la de sua escolha. Pedro diz que Marlene o conhece desde infância, que sempre foram amigos e que ela conhece todos os seus sonhos. Ele aumenta a voz e diz que estar desempregado é como ferir a honra de um homem, e que não tem dinheiro para oferecer uma boa vida para ela. Marlene interrompe e diz que entende perfeitamente e que vai esperá-lo o tempo necessário. Os dois se beijam apaixonados. Marlene volta para casa com o mesmo barqueiro, porém agora ela paga seu serviço com um pouco de dinheiro que Pedro lhe deu.
Pedro e Marlene continuaram se encontrando até o dia da festa de despedida dele onde estavam presentes, os parentes e amigos, inclusive Pablo. Pedro pediu para Marlene levar todas as roupas e sapatos em uma mala e que ficasse na casa dele para tomar conta, e ela fez o que foi lhe pedido. Quando chegou à festa, Marlene estranhou tanta formalidade mais pensou que a ocasião pedisse isso. Quando ela entrou começou a tocar a marcha nupcial e Pedro todo bem arrumado esperava Marlene no altar. Ela começou a chorar e correu até Pedro... Depois da cerimônia Pedro falou para Marlene o que tinha acontecido depois que ela foi embora da sua casa naquela manhã que ele recebeu o telegrama. Pedro falou para Marlene que seu telefone tocou de novo e era a empresa que estava entrando em contato para confirmar se ele tinha recebido o telegrama, e passar algumas regras e benefícios importantes da empresa. Dentre as regras estava:
· Todo funcionário que tenha um cargo de superior teria que ser casado.
E dentre os benefícios estavam:
· Passagem aérea do funcionário e da esposa paga pela empresa;
· Habitação
Pedro ficou muito feliz e planejou tudo em três meses sem contar para Marlene porque queria fazer uma surpresa. Hoje, estão em Paris há três anos. Pedro e Marlene tem um casal de filhos lindos. Pedro é supervisor e tem 2% das ações da empresa e Marlene além de boa esposa, boa mãe, boa dona de casa, é também professora de português para estrangeiro e assim vivem uma vida de realizações e muito amor.
Veja meu irmão, não somos tão diferentes. Eu poderia estar chorando a lágrima que hoje você derrama. A sua mão se encaixa tão bem na minha, vamos partilhar um pouco mais.
Vamos nos aproximar. Eu perderia a conta se tivesse que contar os passos que nos separam, não pela distância, por vezes um olhar afasta bem mais.
Eu entendo que você queira refazer alguns passos. Sim, eu sei, pois mais cedo ou mais tarde qualquer um pode ter que viver isso. Veja meu irmão, não somos tão diferentes. Nós sabemos que nem sempre a falta de fôlego é apenas cansaço, às vezes uma noite inteira de sono passa e ainda assim não sabemos como continuar.
Concentre-se no que você ama. Sim, esse sonho vale a pena. Sim, esse amor é honroso. Isto eu aprendi porque quando pensamos em desistir é dele que lembramos, não queremos decepcioná-lo. E concluímos que se ele nos dá força para seguir um pouco mais, então como pode não ser amor.
Veja que compartilhamos das mesmas paixões e fraquezas e quando isto não for verdade, me ajude em minhas fraquezas. Sim, aprendi que preciso. Em várias lições percebi a grandeza de ser incompleto e não lutar contra o inevitável. Como o orgulho afasta as pessoas. E finalmente me dei conta que encontrar o amor de Deus é reconhecer que eu não mereço aquilo que eu mais preciso.
“Você pode escolher a luz que vai iluminar o teus olhos.” L.Ol.
Se um dia o céu refletir a cor de seus olhos, não deixe que ele escureça assim. Olhe pra seu lado, responda o quão significante é aquele que está perto. Procure por alguém que você possa dizer aquilo que sente, se puderes transformar isto que lhe comove em atos, tocando em seu ombro, talvez perceba que nunca se sentiu tão próximo.
Faça um desenho no ar, imagine que aquela linha não se apagou. O que fazemos de importante na vida acaba sendo como desenhos no ar para algumas pessoas. Entretanto raras outras farão percebem como linhas nítidas o deslocamento no ar, gravado-as em seus corações. Ainda mais raros aqueles que sabem por onde você passou. Assim passamos a entender como são ainda mais raras aquelas que sabem por onde passamos.
Tentamos por muito tempo chegar onde achamos que devemos estar. Mas as escolhas mais difíceis de nossas vidas contribuíram também para o melhor que vivenciamos hoje. Não teríamos encontrado essas pessoas raras pelo caminho, não teríamos caminho.
Antes de conhecê-las já sabíamos coisas que devíamos saber. Aquilo que você encontra e guarda não é tão importante quanto aquilo que você esbarra e abraça.
Não deixe que ele escureça assim. Derrame quantas lágrimas quiser, no espaço de cada uma aprendemos a encaixar os mínimos gestos otimistas. Podemos escolher a luz que vai iluminar os nossos olhos. Cultivei a crença que sorrisos podem salvar vidas, pois os sorrisos das pessoas raras salvaram a minha.
Quando você se pegar pensando no quanto ainda tem a melhorar, talvez até por sua letra não cair tão bem no papel, lembre-se: o maior homem, sem Deus, ainda não é grande coisa.
Somos desajeitados quando queremos falar coisas sobre o amanhã. Pedimos, mas por vezes não sabemos a resposta para as nossas orações. Nunca sabemos se no íntimo fazemos preces coerentes com o que precisamos. Não sabemos medir a se importância para um, tem sido valorizado pelo outro. Mas sei que nesse caminho estamos reaprendendo, a pedir, a falar, a medir, a olhar. Esforçando-nos para que tenhamos abraços que transmitam calor.
Vamos juntos até onde os risos ecoam. Separamos-nos é claro quando cada um precisar carregar suas próprias incertezas. Sabemos que pessoas vão embora por não ter o que dizer, outras ficam por não terem para onde ir.
De fato olhamos para trás e vemos que viemos de um longo caminho, quando no céu não há estrelas, mas conseguimos guardá-las todas dentro de nós. Quando chegamos um minuto atrasados no nascer do sol, mas sabemos cada detalhe dele. Por, a duras penas, termos nos tornado amigos íntimos de toda essa grandeza. Tendo enfim respostas e vida dentro de nós, por tudo que em nós habita. Se um dia o céu refletir a cor de seus olhos, não deixe que ele escureça assim.
Talvez se você vive a vida esmurrando o vento, se sentindo pequeno, sem motivos para sorrir, esperando pelo dia em que serás então feliz. Saiba que ele pode jamais chegar. Encontre no dia de hoje um motivo, o sol que brilha iluminará, a chuva que cai trará canção.
Que bom que você passou em nossa loja, espero
que não sinta falta de nada na vitrine, já não vendemos sonhos ou ilusões. Decidimos parar de escrever palavras que chamassem a
atenção para a vitrine, pois há um tempo percebemos que elas não diziam nada.
Alguns de nós foram para longe e na lembrança
eles são como crianças que cresceram. O sorriso de um deles, tão inconfundível, ainda inspira minha mente, quando falamos nisto até pensamos em voltar a
escrever.
Desejamos em breve, bem você sabe o que...
tantos significados, uma loja como um lar, talvez não para vendas, mas para
trocas ou doações. Não mais ter, mas chegar e então ser... para sempre. Na
criação de palavras memoráveis, e por um segundo ter a atenção daqueles que estão
vazios e se contentam com vitrines. Ainda discurso me referindo aos fantoches
da ilusão e agora falar ‘com as mãos’ se tornou uma piada de mau gosto.
Sim, sim. Muitas coisas mudaram e voltamos a
repetir que alguns ‘conceitos’ ainda precisam encontrar palavras que os
descrevam, sendo assim algumas delas soarão sem sentido para alguns ouvidos,
mas você chegou até aqui, tenho esperança que os seus se apuram a cada linha. Agradeço-lhe.
Tememos nos momentos de maior crise de nossa loja que de maneira cômica um
boneco falaria por nós e um sorriso pintado à mão esconderia uma lágrima.
Deixamos de levar para as ruas pretextos, em
forma de fábulas, para fugir daqui. Ao passo que o vidro se quebrou e o alarme
não suou, afinal o que estava do lado de dentro não tinha o valor que
pensávamos.
Fique à vontade. Espero que não sinta falta
de nada na vitrine, já não vendemos sonhos ou ilusões.
"O maior homem, sem Deus, ainda não é grande
coisa."L.Ol.
Certa vez estava eu numa viagem
para outra cidade, cujo destino prefiro não revelar, pois o que dela contarei
tem grande necessidade de permitir que quem lê se transporte em sua mente para
onde lhe agradar. No caminho ao olhar para a janela do ônibus me ocorreu a
complexidade do mundo, os seus detalhes em cores, tamanhos e fundos, horizontes
distantes que com passos passam a ser o chão que pisamos, sons distintos,
costumes que estranhamos e outros que compartilhamos.
O mundo é enorme, as pessoas
quando sós apenas menores que um ponto no mapa, ao passo que juntas um oceano
de gente. Como seria então se nos dispuséssemos a conviver em paz, a chorar
compartilhando lágrimas, sorrir como o reflexo do nosso semelhante que se
alegrou e nem sabemos o porquê.
Reflexões que soavam como o calor
que ocasiona a sede. Pensamentos que revelavam a falta. Palavras que
modificavam o deslumbre do olhar em constatação, preces. Um mundo onde cada um
de nós possa tornar-se dádiva no ato de conviver, contribuindo para amenizar o
peso nos ombros alheios. Trazendo palavras de vida em lábios sinceros, vivas o
bastante para edificar o espírito de alguém, com o frescor do consolo no
momento apropriado, em conselhos que dividem medos, carinhos que ecoam nas
lembranças.
Companhias presentes, não apenas
pelo ato de estar, mas por significar. Estando ali, junto, mesmo longe, junto.
Com ideais contagiantes tornando-os mais um motivo de caminhar lado a lado. Com
histórias exemplares, não pela figura perfeita, mas por defeitos superados ou
ainda tolerados. E mesmo que tenhamos a noção da existência do mal, inimizades
ou contrariedades quaisquer, reservamos pouco tempo a isso, pois passamos a
exercitar o nosso olhar, no que realmente pode modificar nosso deslumbre.
Se é uma oração legítima ou não
podemos discutir, mas mesmo que Deus não tenha sido citado, creio que Ele
estava acompanhando a evolução dos pensamentos que soam como preces, pois é
impossível pensar desta maneira sem desejar, recorrendo involuntariamente por
quem arquitetou isso no plano original da existência e convivência.
O restante passa a ser
ensinamento, já que em toda minha vontade de ver a beleza não poderia enumerar
uma paleta de cores que a forma-se em tela, não poderia nem nos meus dias mais
inspirados encontrar palavra que alcançasse um coração tentando lhe dizer:
estou aqui. Então se posso pedir enquanto penso, refletir ao passo que desejo,
sonho ainda com Deus perto de nós, acrescentando sentido as minhas palavras
tímidas desconexas, mas esperançosas, para completar o que foi dito.